# GEO, o SEO para IA: o que o estudo de Princeton mediu

> GEO (otimização para motores generativos) é fazer uma página aparecer dentro da resposta que um buscador com IA escreve; o SEO mira a lista de links. O termo nasceu num estudo de Princeton de novembro de 2023. Para o Google, que atualizou o guia sobre o tema em julho de 2026, isso ainda é SEO.

- Pergunta: Qual a diferença entre SEO e GEO?
- Publicado em: 2026-10-10T08:06:00-03:00
- Atualizado em: 2026-10-10T08:06:00-03:00
- Autor: Pedro Ramos
- Temas: GEO, SEO
- Endereço: https://upz.ia.br/artigos/geo-seo-para-ia-estudo-princeton/

O número do resumo do [estudo de Princeton que deu nome ao GEO](https://arxiv.org/abs/2311.09735), ganho de até 40% na visibilidade dentro das respostas de IA, saiu de páginas reescritas por um modelo de linguagem. Os três métodos que mais renderam (citar fontes, acrescentar citações e acrescentar estatísticas) tinham prompts que permitiam inventar o material, segundo o [código que os autores publicaram para reproduzir o estudo](https://github.com/GEO-optim/GEO/blob/4b78a82f0a3b5b0bc239ef803a4339ed3dcef39b/src/geo_functions.py#L150-L245), de novembro de 2023.

Nesse código, o modelo pode inventar fontes, desde que soem plausíveis e não enganem o leitor. Os prompts também pedem citações "even though fake and artificial" (mesmo que falsas e artificiais), sem distorcer a informação original, e estatísticas "even if hypothetical" (mesmo que hipotéticas). O artigo do estudo não descreve nenhuma conferência de que esse material fosse verdadeiro.

## O que o estudo de Princeton mediu

O estudo mediu quanto da resposta de um buscador com IA fala de uma página. Os autores montaram um buscador de teste: para cada pergunta, ele pegava os cinco primeiros resultados do Google e pedia ao GPT-3.5 Turbo uma resposta com citações. O conjunto tem 10 mil perguntas, e os métodos foram avaliados nas mil separadas para teste, segundo o [artigo apresentado na conferência KDD em agosto de 2024](https://arxiv.org/abs/2311.09735).

Cada método reescrevia, com o GPT-3.5, uma das cinco páginas, conforme o [artigo de 2024](https://arxiv.org/abs/2311.09735). A medida principal era a fatia de palavras da resposta ligada àquela página, com peso maior para quem aparecia primeiro. Uma segunda nota, subjetiva, também vinha do GPT-3.5.

Citar fontes, acrescentar citações e acrescentar estatísticas aumentaram a fatia de palavras em 30% a 40% sobre o texto original, e a nota subjetiva em 15% a 30%, [segundo o artigo](https://arxiv.org/abs/2311.09735) de 2024. Repetir as palavras da pergunta, a velha tática de palavra-chave, quase não mudou nada. Num teste menor no Perplexity, com 200 perguntas, essa tática ficou 10% abaixo do texto original.

Na [seção de limitações do artigo](https://arxiv.org/abs/2311.09735), os autores registram dois limites: não mediram o efeito dos métodos no ranking do buscador, e avisam que os métodos podem precisar mudar conforme os buscadores com IA evoluírem. Com quase três anos desde a primeira versão, de novembro de 2023, e testado no GPT-3.5 Turbo, o estudo serve hoje como linha de base.

## Em 2025, os mesmos métodos quase não mudaram a posição das páginas

Em 54 casos testados pelo [C-SEO Bench](https://arxiv.org/abs/2506.11097), estudo aceito na conferência NeurIPS de 2025, só três tiveram ganho de posição estatisticamente significativo. O estudo, de Haritz Puerto e outros quatro pesquisadores, aplicou os oito métodos de Princeton e testou o efeito em buscadores montados com quatro modelos mais novos: gpt-4o-mini, Claude 3.5 Haiku, o3 e o4-mini. O método de acrescentar estatísticas piorou a posição da página em 19 de 24 cenários.

Os três ganhos vieram de dois métodos que o [próprio C-SEO Bench](https://arxiv.org/abs/2506.11097) propôs em 2025. Um põe no topo da página um resumo em Markdown, inspirado no [llms.txt](https://llmstxt.org/), proposta de arquivo com conteúdo do site preparado para modelos de linguagem; o outro junta os oito métodos de Princeton. Os dois só funcionaram na recomendação de produtos. Em responder perguntas, tarefa que os autores comparam ao Perplexity e às buscas do ChatGPT e do Google, nenhum método funcionou.

Segundo os autores do C-SEO Bench, a diferença entre os resultados está na métrica. O estudo de Princeton contou quantas palavras da resposta falam da página; o C-SEO Bench olhou em que posição a página é citada, e mais texto na resposta não significa, necessariamente, ser citado antes.

O que mais pesou no [C-SEO Bench](https://arxiv.org/abs/2506.11097), de 2025, foi a página já chegar bem colocada. Pôr o documento em primeiro lugar entre os que o modelo lê rendeu muito mais que qualquer reescrita, e os autores tratam esses métodos como complemento do SEO tradicional. Nos dois métodos que deram resultado, o ganho de cada página caiu à medida que mais páginas adotavam o mesmo método.

Nenhum dos dois estudos mediu páginas em português. O [C-SEO Bench](https://arxiv.org/abs/2506.11097) avisa que usou só conteúdo em inglês, e o [artigo de Princeton](https://arxiv.org/abs/2311.09735) não traz teste em português. Quem escreve o blog da startup em português está fora do que esses estudos mediram.

## Qual a diferença entre SEO e GEO para o Google?

Para a Busca do Google, nenhuma. No [guia sobre otimização para os recursos de IA generativa da Busca](https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/ai-optimization-guide), atualizado em 10 de julho de 2026, a empresa diz que otimizar para a busca com IA continua sendo SEO. Os recursos de IA usam os sistemas de ranking da Busca para achar as páginas que embasam a resposta.

Para quem pensa em contratar serviço de "AEO" (otimização para motores de resposta) ou "GEO", o guia do Google recomenda ler antes a orientação da própria empresa sobre conselhos de SEO de terceiros. E lista o que dá para deixar de lado na Busca do Google: o arquivo llms.txt e outras marcações "especiais", picotar o texto em pedaços para a IA, reescrever o conteúdo só para a IA e buscar menções inautênticas.

O que o guia do Google exige é técnico: a página precisa estar indexada e apta a aparecer com trecho, e o site precisa estar incluído nos recursos de IA generativa no Search Console. O que ele recomenda é conteúdo que vá além do conhecimento comum, com ponto de vista próprio, como a análise de quem usou o produto. Para medir, o guia aponta o relatório de desempenho em IA generativa do Search Console.

## Antes de contratar GEO para a startup

Se uma proposta de [GEO](https://upz.ia.br/temas/geo/) para o blog da sua startup cita o "até 40%" do [estudo de Princeton](https://arxiv.org/abs/2311.09735), apresentado em 2024, pergunte qual métrica o número mede. Pergunte também se as citações e estatísticas acrescentadas aos seus posts vão ser reais. O estudo mediu fatia de palavras na resposta, com material que os prompts deixavam inventar. O [C-SEO Bench](https://arxiv.org/abs/2506.11097), de 2025, não achou ganho de posição com os oito métodos aplicados um a um.

Se a proposta vende llms.txt, texto picotado ou menção plantada em fórum, o guia do Google põe esses itens na lista do que dá para deixar de lado. Se ela se apoia numa ferramenta que promete posição ou diz usar métricas internas do Google, o guia pede desconfiança: nenhuma ferramenta de terceiros tem acesso aos sistemas de ranking ou de IA da empresa.

Num texto de amostra da agência, aplique a régua que a [política editorial da Upz.IA](https://upz.ia.br/politica-editorial/#fontes) usa aqui: todo número com o link da fonte original no mesmo parágrafo. Se a proposta passa nessas perguntas, ela vende o que o Google chama de SEO, e o preço se compara ao de um serviço de SEO. Se não passa, cobra por itens que o C-SEO Bench não confirmou ou que o guia do Google diz não serem necessários.

## Perguntas frequentes

### Como fazer minha empresa aparecer no ChatGPT?

A condição que a OpenAI descreve é técnica. O ChatGPT usa o robô OAI-SearchBot para mostrar sites nas respostas da busca, e site que bloqueia esse robô no robots.txt não aparece nelas, só como link de navegação, segundo a [página de robôs da OpenAI](https://developers.openai.com/api/docs/bots), consultada em outubro de 2026.


## Fontes

- [GEO: Generative Engine Optimization](https://arxiv.org/abs/2311.09735): Aggarwal e outros (Princeton e IIT Delhi), no arXiv; aceito no KDD 2024
- [Prompts dos métodos de GEO (src/geo_functions.py)](https://github.com/GEO-optim/GEO/blob/4b78a82f0a3b5b0bc239ef803a4339ed3dcef39b/src/geo_functions.py#L150-L245): repositório público dos autores do estudo de Princeton, no GitHub
- [C-SEO Bench: Does Conversational SEO Work?](https://arxiv.org/abs/2506.11097): Puerto e outros, no arXiv; aceito no NeurIPS 2025 (Datasets and Benchmarks)
- [Google's Guide to Optimizing for Generative AI Features on Google Search](https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/ai-optimization-guide): Google Search Central
- [Overview of OpenAI Crawlers](https://developers.openai.com/api/docs/bots): documentação da OpenAI
